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Simulado das Nações Unidas: uma forma diferente de aprender

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

No último dia 21 de novembro de 2018, o Simulado das Nações Unidas movimentou mais de 200 estudantes, no auditório institucional. Os apresentadores representaram a maior parte dos presentes, sendo que a atividade envolveu sete turmas dos segundos anos do Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio. Encorpando o público presente, estiveram servidores do campus e estudantes de outras turmas que foram prestigiar os colegas.

O objetivo principal do evento foi proporcionar aos estudantes uma simulação das Nações Unidas para que eles pudessem entender, de modo lúdico e interdisciplinar, o funcionamento de um dos principais organismos internacionais. Conforme um dos organizadores da atividade, professor Edvanderson Ramalho dos Santos, “Além disso, pretendíamos que os discentes compreendessem as diferenças culturais e geopolíticas de algumas das nações do mundo e como divergem sobre assuntos circulantes na política externa atualmente, como esforços para diminuir as diferenças entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento; imigração, caça às baleias e sanções econômicas”.

Os professores responsáveis também fizeram uma brincadeira educativa com o “Conselho de Segurança da ONU”, composto por docentes representando os cinco países membros permanentes e com poder de veto. A título de exemplificação, ao final do debate, este “Conselho” vetou algumas das propostas votadas pela Assembleia Geral. Como explicou Edvanderson, “fizemos isto para deixar os alunos indignados [risos] ao perceberem a disparidade de poder e influência política destas nações”.

Para entender melhor a dinâmica do evento, o professor Edvanderson, atual Coordenador Geral de Ensino Técnico do IFC Araquari, explicou alguns pontos sobre este Simulado.

De que forma aconteceu a organização do evento?

Eu, Daniel Freitas e a monitora de Geografia, Débora Steffen (2info2), fizemos um rascunho sobre o cronograma e objetivos da atividade, inspirados na Simulação de Organismos Internacionais, desenvolvida pelo professor Marcelo, do IFC Camboriú. Depois disso os alunos arrasaram, pois grande parte do evento foi operacionalizada pelos  próprios discentes, mostrando como o estudante do IFC possui autonomia, responsabilidade e criatividade ativas no processo de ensino e aprendizagem. Os 211 estudantes foram divididos em 15 países e mais uma equipe responsável pela cerimônia da ONU.

Como as equipes foram divididas para a atividade?

Essa última equipe foi presidida pela Débora Steffen, monitora de Geografia no Ensino Médio, que ficou responsável por organizar diversos detalhes no dia do Simulado. As demais equipes eram compostas, em média, por 15 integrantes que se subdividiram em dois subgrupos: a) pesquisa e discurso; b) apresentações culturais. Uma equipe interdisciplinar de professores orientou/colaborou nas pesquisas e sugestões aos alunos, com destaque para a professora Alessandra, nas atividades culturais (Artes); professoras Luci e Alexandra, na revisão dos discursos (Língua Portuguesa); colaborando com links de pesquisas e fontes bibliográficas a professora Greice (Filosofia), Clarice e Ivan (História), Luí (Matemática), Edvanderson, Daniel Freitas e Luiz Antônio (Geografia).

Como foi a dinâmica do evento?

Buscamos realizar mais uma atividade integradora e lúdica do que propriamente copiar todo o protocolo oficial de uma Assembleia Geral da ONU. Assim, fizemos várias adaptações para tornar a atividade mais dinâmica, como misturar a Assembleia Geral com o Conselho de Segurança (que ocorrem em momentos diferentes na vida real), brincando que o Conselho de Segurança seriam os jurados e depois fariam sua votação para deliberar de fato (a Assembleia Geral na realidade não tem poder de votar resoluções vinculantes aos demais membros, sendo este poder exclusivo do Conselho de Segurança). Assim, o Simulado iniciou com o discurso do Brasil (que sempre abre a Assembleia Geral por tradição histórica), nesta fala o país criticou a ONU e outros organismos internacionais pela falta de esforços para o desenvolvimento dos países em desenvolvimento; logo após tivemos a roda de debates sobre Imigração, na qual Alemanha e Papua Nova Guiné defendiam o “Pacto pela Imigração Global”, enquanto Hungria e Austrália defendiam políticas anti-imigratórias. Para não deixar maçante, houveram sete apresentações culturais (música, teatro, etc) entre os blocos de debate. No segundo bloco a temática foi caça às baleias, com Noruega e Japão a favor e Argentina e África do Sul contra. As sanções econômicas foram a temática do último bloco, com a participação de Cuba, Irã, Israel, Coreia do Norte e Coreia no Sul no debate. No intervalo, oito países ainda participaram do desafio gastronômico, trazendo  para degustações pratos típicos de seus países.

De modo geral, o que você pensa sobre eventos como este?

Ao final do evento percebemos a riqueza pedagógica de atividades como esta. Os discentes se envolveram e pesquisaram a fundo as temáticas orientadas. No formulário de autoavaliação percebemos que a atividade gerou um rico aprendizado, com grande parte das avaliações sendo positiva, dando sugestões para os próximos anos. Tornar o discente centro ativo do processo de aprendizagem interdisciplinar não é um caminho fácil, mas quando conseguimos percebemos como podemos fazer educação de diferentes modos, quebrando paradigmas.

Esta ação é única ou resulta em outros encaminhamentos? Pode ser para os próximos anos também.

Ano que vem o Simulado das Nações Unidas já está no Calendário Acadêmico e será realizado em uma sábado letivo. Pretendemos melhorar a atividade em diferentes aspectos, tornando mais dinâmicos os debates entre os países, mas mantendo o foco na valorização artística, cultural e lúdica da atividade. A ideia é iniciarmos o planejamento mais cedo, inserindo outros professores para colaborar no projeto. Além disso, o grande objetivo é em parceria com outros docentes de Geografia do IFC conseguirmos realizar um evento regional intercampi, que seria palco de uma excelente integração e campo de construção de conhecimento entre os estudantes da instituição.

Para encerrar a atividade neste ano, alguns representantes do IFC Araquari estiveram presentes no Simulado que aconteceu em Camboriú, para presenciar a metodologia aplicada pelo professor Marcelo, idealizador do evento. Foram 4 discentes (2 organizadores do Grupo da ONU e 2 eleito pelos docentes como melhor discurso) para conhecer melhor a metodologia do debate e interagirem com os discentes do IFC Camboriú, já iniciando as atividades intercampi propostas para os próximos anos.

Texto: CECOM/Araquari – Raquel Rybandt
Informações: Edvanderson Ramalho dos Santos
Imagens: Divulgação

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