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Novo método de identificação de cães é criado no IFC Campus Araquari

sábado, 30 de novembro de 2019

 No início de 2019, foi criado um projeto de desenvolvimento de inovação tecnológica que pretende resolver um problema ainda bastante presente na atualidade: a ausência de um processo que identifique os cães por informações biométricas, ou seja, através de suas características biológicas individuais.

O projeto foi desenvolvidos por profissionais do LAPVET (Laboratório de Anatomia e Patologia Veterinária) e da Fábrica de Software, ambos do IFC Campus Araquari, em parceria com o curso de Bacharelado em Ciência da Computação da UDESC. 

A ação, denominada “Projeto Biometria Canina”, surgiu durante uma aula prática de Anatomia Veterinária, em 2018, ministrada pela Professora Simone Machado Pereira, enquanto ensinava a anatomia dos narizes de animais domésticos. Já era de seu conhecimento a ideia de que existe um padrão único para a distribuição de sulcos e áreas do plano nasal dos cães, porém, a docente sabia que ainda não haviam feito proveito desta informação. Logo após o término da aula, Simone encontrou-se com o Professor Fernando José Braz — atual coordenador do projeto — e lhe propôs a ideia do “Projeto Biometria Canina”. Braz aceitou a proposta e, mais tarde, formou uma parceria com seus colegas da UDESC. 

 O “Projeto Biometria Canina” consiste na captação de imagens de narizes dos cães, por meio de uma câmera fotográfica, das quais são coletadas dados do tutor e do animal. Todas as informações ficam armazenadas em um banco de dados, que futuramente serão analisadas através de softwares específicos — desenvolvidos pelos professores do Departamento de Ciência da Computação da UDESC (Joinville), Roberto Rosso Júnior e André Tavares da Silva.

 Para a realização da captação de imagens, cães filhotes ainda não são fotografados, pois os padrões de sulcos e áreas do plano nasal não são estáveis. Deste modo, apenas cães adolescentes e adultos podem participar. Além de cães conhecidos pela equipe da Medicina Veterinária do IFC Araquari, serão realizados eventos (divulgados no Facebook)  para chamar tutores de cães, a fim de trazerem seus pets como voluntários para os testes.

Quando perguntado sobre o impacto e auxílio que esta ação causaria na população, Simone M. Pereira respondeu: “Imagine não precisar mais implantar chips subcutâneos ou fazer tatuagens de marcação em cães para identificá-los. Esses são sistemas que até funcionam, mas são limitados e invasivos. Através desse novo método, queremos permitir a utilização de um aplicativo de celular com câmera, que por meio de um alerta, será possível identificar o cão que está perdido”. 

Esse projeto existe desde o início do ano de 2019, e o prazo do edital  — nº156/2018 do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (PROPI) —, irá até o dia 31 de dezembro de 2019. Contudo, tendo em vista que a criação de um método demanda tempo de estudos e análises, é esperado que demore a ser concluído. Em consequência, o objetivo principal de 2019 é coletar imagens de 300 cães diferentes, criar o banco de dados com as fotos e, em seguida, analisá-las, a fim de criar um algoritmo que identifique os padrões.  

Texto: CECOM/Araquari – Laís Tedesco
Imagens: Divulgação

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