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Evento no Dia da Mulher discute saúde mental e gênero

segunda-feira, 12 de março de 2018

Um dia de muitas homenagens, mas principalmente muita reflexão e discussões sobre o tema da mulher e a sociedade. O evento que aconteceu no Instituto Federal Catarinense Campus Araquari, neste último dia 08 de março, fez alusão ao Dia Internacional da Mulher e contou com diversas atividades durante o dia, o que promoveu grande dinamicidade para o evento, abrindo possibilidades para a participação de diferentes públicos. O evento foi organizado pelo IFC em parceria com a Prefeitura Municipal de Araquari e a OAB de São Francisco do Sul.

Com início às 15h15, a primeira ação do dia foi uma recepção com um coquetel de produtos da instituição, sendo servidos chás, suco de maracujá, doce de leite e queijo. Este coquetel fez a abertura de uma instalação artística, organizada pela professora Alessandra Klug, com os estudantes na disciplina de artes. Nesta exposição foram ilustradas mulheres fortes, representativas para os estudantes e também para a sociedade. No local esteve exposto também pinturas da artista araquariense, Regiane Nascimento de Morais.

Seguindo com a programação, a partir das 15h30 foram exibidos trechos do filme Niseo coração da loucura, no auditório institucional. Para esta atividades estiveram reunidos principalmente estudantes do Ensino Médio, comunidade externa e docentes da instituição. As mediadoras desta atividade foram a pedagoga Noara Klabunde e a professora Alessandra Klug, que orientaram a discussão dos pontos principais  sobre a temática tratada no filme.

A partir das 17h, no Laboratório do Olhar, foram iniciadas as apresentações de comunicações orais. Este foi um espaço de discussão sobre o papel da mulher em diferentes perspectivas, desde a mulher rural, a mulher em Araquari e também em assentamentos, sobre a sororidade e violência contra a mulher. Com as comunicações, abriu-se a palavra para discussão, com espaço para que todos os presentes falassem sobre o tema, acrescentassem experiências e pontos de vista. Concomitantemente a este momento, aconteceu o espaço da beleza, organizado com voluntárias que fizeram maquiagens e penteados nas mulheres presentes. Próximo ao Laboratório do Olhar ainda foi executado um trabalho artístico, pelo Coletivo Maloca, que fez a pintura com giz de uma obra na parede em frente ao laboratório.

Já às 18h30 foi iniciada a recepção para a palestra principal. Como apresentação cultural para o início do evento no período da noite, estiveram presentes os cantores Marcia Mel e Ronaldo, que executaram uma música com voz e violão. Após a apresentação aconteceu uma homenagem para uma mulher forte araquariense, Creonice Rocha Nogueira. Dona Creonice veio para trabalhar com a recuperação de mulheres estigmatizadas, muitas vezes vítimas do abandono e das mais diversas formas de violência. Mais de 200 mulheres já passaram pelo antigo espaço Ebenézer, localizado no bairro Itinga, onde eram acolhidas e auxiliadas por ela na tentativa de se manter longe de tudo aquilo que lhes fazia mal. Para a homenagem neste ano, foi convidada a homenageada de 2017, Dorinha, para entregar uma lembrança do evento [veja o vídeo de homenagem ao final desta notícia].

A palestra com a Prof. Dra. Valeska Zanello, da Universidade de Brasília, com o título Saúde mental e gênero: por que mulheres e homens sofrem de formas diferentes, tratou sobre os papéis sociais, da mulher e do homem, respondendo a alguns questionamentos presentes também em seu livro Saúde mental, gênero e dispositivos: cultura e processos de subjetivação, a ser lançado ainda este mês. As questões levantadas durante a palestra, assim como na sinopse do livro, foram “Por que mulheres têm tantas queixas na esfera do amor? De se sentirem não amadas, de não receberem tanto afeto quanto gostariam ou quanto sentem que oferecem e, um fato que sempre me encucou, simplesmente de estarem sozinhas? Por que quando não têm alguém se sentem ‘encalhadas’? Por que mulheres que são mães carregam tanta culpa? E as que não são, por que se sentem na obrigação de estarem disponíveis a cuidar dos demais?”.

Com uma abordagem que desconstrói muitos conceitos que crescemos aprendendo de maneira naturalizada, a Prof. Dra. Valeska Zanello conseguiu divertir e ensinar, mostrando outras possibilidades e olhares sobre a temática da saúde mental e gênero. Após a palestra foi aberto um espaço para questionamentos e relatos. O evento foi encerrado por volta das 22h, na cidade de Araquari, mas no dia 09 de março ainda aconteceu uma segunda edição desta mesma palestra na cidade de São Francisco do Sul, na Câmara Municipal de Vereadores.

 

Texto e imagens: CECOM/Araquari

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