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Dia da Mulher: desafios, conquistas, superação e luta por igualdade

sexta-feira, 6 de março de 2020

No dia 8 de março, é celebrado, em mais de 100 países, o Dia Internacional da Mulher. A data foi instituída em 1975 pelas Nações Unidas, mas sua origem se encontra bem antes disso, no século XIX, entremeada com a história de ações lideradas por mulheres, de cunho feminista e social, na Europa, nos países do antigo bloco soviético e nos Estados Unidos da América.

Hoje, embora às vezes diluído por um caráter festivo e comercial, o 8 de Março se apresenta como um dia de reflexão sobre as conquistas e os desafios sociais, políticos e econômicos das mulheres e, ainda, de reavivamento da constante e necessária luta por igualdade de gênero. É nesse espírito que, para lembrar dessa importante data, convidamos trabalhadoras do IFC para contar qual é, para elas, o significado de ser mulher – na sociedade, no mundo do trabalho, na vida. Acompanhe agora alguns destes depoimentos:

 

“Ser mulher na sociedade de hoje é acordar todo dia e pensar em como passar por ele sem sofrer as consequências da violência e discriminações que diariamente muitas mulheres sofrem. É se policiar todo dia para não repetir e perpetuar comportamentos e ideias machistas. É estar atenta para ajudar e compreender outras mulheres. É lutar, a cada dia, contra os estereótipos que a sociedade nos coloca. Enfim, ser mulher hoje muitas vezes é um fardo. Porém, esta é uma luta da qual não podemos nos eximir se quisermos condições melhores para nós e para as próximas mulheres!”  Carolina Bergmann – Técnica em Assuntos Educacionais – Prodin

 

“A mulher tem uma forma muito grande, que nos permite ser mães, trabalhar com competência, superar obstáculos com muita serenidade, amar, perdoar e muito mais. Ser mulher é conciliar força e sensibilidade, se desdobrar em mil, se superar e reinventar; é não temer desafios e enxergar as belezas e sutilezas da vida. Ser mulher é conquistar seu espaço e lutar permanentemente por igualdade.”  Ivonete Deglmann – Telefonista – Reitoria

 

“Ser mulher, diante de tudo, é ser guerreira e forte… diante da sociedade, dos padrões, no trabalho, na família e em cada momento. Ser uma pessoa do gênero feminino é, infelizmente, acordar sabendo que tudo pode acontecer com você. E isso se trata de ter que lidar com comentários que te colocam cada vez em sentimento de inferioridade, de incapacidade. Mas acabamos nos acostumando, e a evolução da sociedade nos diz que, cada vez mais, podemos ser independentes e iguais em questões de direito e poder.”  Lais Ramalho – Estudante – Técnico Integrado em Guia de Turismo – São Francisco do Sul

 

“A minha experiência como mulher é de poda, desde criança. De ouvir ‘feche as pernas, não faça isso, não faça aquilo’ em função de ser menina e estar limitada em alguns tipos de brincadeira e ver que os meninos podiam mais do que a gente. Algumas dessas podas  ficam por toda a vida, enraizadas sem a gente nem perceber.

Profissionalmente, a mulher tem mais dificuldade de acessar algumas questões do que o homem. Precisamos provar constantemente o nosso valor; se um homem e uma mulher fazem exatamente o mesmo trabalho, o dela é menosprezado em favor do dele. A gente vê isso, por exemplo, na distribuição de funções gratificadas, que normalmente ficam nas mãos dos homens. Temos também a pressão a respeito da família: a cobrança para que a gente se case, seja mãe. São questões que eu não vejo que o homem sente; ele não sofre pressão social para ser pai. E, em um modelo desigual como esse, muitas vezes a mulher acaba desistindo de algumas coisas, e isso é um prejuízo para a sociedade.’  Aline Louise de Oliveira – Técnica em Assuntos Educacionais – Propi

 

“Ser mulher é muito difícil. A sociedade cobra muito da mulher trabalhadora e, ao mesmo tempo, ignora que nós temos uma carga muito maior do que o homem em relação ao nosso trabalho, nossos estudos, nossa vida social e, principalmente, nossa vida familiar – já que tarefas como cuidar da casa e dos filhos são vistas como uma obrigação somente das mulheres, e com quais os homens não precisam se preocupar.

É bom que exista uma data como o 8 de Março porque, nesse dia, são colocadas em questão todas essas pautas. As pessoas acabam se conscientizando mais de que a mulher é uma parte muito importante da sociedade. Além de termos a mesma capacidade de trabalho dos homens, nós somos proativas e conseguimos fazer várias coisas ao mesmo tempo. E temos muita garra, também, para lutar pelas nossas questões.”  Daniela Cunha – Recepcionista – Reitoria

 

“Pra mim, ser mulher é poder me superar cada dia mais e ser capaz de ter orgulho do que sou. No ambiente escolar, posso mostrar o quanto estou preparada e o meu desejo de aprender. Ser mulher também é receber críticas, ser rejeitada ou menosprezada apenas pelo meu gênero. Tudo isso só me faz querer ser mais forte e encorajada para dizer, com honra, que eu sou mulher!”  Deisy Kestring – Estudante – Técnico Integrado em Agropecuária – Concórdia

 

Programação Especial – Para celebrar esta data tão importante, O IFC, por meio de seus diversos campi, promove ações e eventos alusivos ao Dia Internacional da Mulher.

– O Campus Camboriú promove, na próxima segunda (9), a partir das 8h30, a roda de conversa “Dia internacional da Mulher: racismo, discriminação e crimes de ódio no Brasil”. O evento faz parte do cronograma de encerramento dos projetos de extensão “Pesquisando, ensinando e aprendendo história afro-brasileira e indígena” e “Perifa nas escolas: RAP, HIP-HOP e a cultura popular na Foz do Itajaí”, coordenados pela professora Sônia Regina Lamego Lino. Saiba mais.

 

– Em Luzerna, os trabalhos tiveram início já na quinta-feira (5), com a programação da IV Semana Feminista do campus. A programação segue até sábado (7) e conta com palestras, exibição de filmes, rodas de conversa, minicursos e oficinas, entre outras atividades. Saiba mais.

 

– O Campus São Bento do Sul promove, na semana que vem, a terceira edição de sua Semana Feminista, nos dias 11 e 12 de março. O evento traz debates, oficinas, palestras e documentários. Saiba mais e confira a programação.

 

– Em Brusque, o Grêmio Estudantil prepara um painel para retratar a realidade diária das mulheres. Com o título “Isso choca você? Nós ouvimos isso diariamente”, o espaço reunirá frases de cunho machista e descriminatório que as meninas do campus escutam em seus cotidianos. Também estão previstas atividades como sessão de cinema, declamações de poesias sobre a mulher e um palco aberto exclusivamente feminino.

 

– O Campus Concórdia realiza, na manhã de sexta (6), o evento “Com elas e pra elas”.  Os membros da equipe de direção farão uma visita às mulheres nos seus respectivos locais de trabalho, enfatizando a importância de tê-las no setor e no cotidiano da instituição, ressaltando sua força e determinação, e oferecendo um pequeno vaso de flores para cada servidora, representando a ideia de que todos abraçam a luta.

 

– Na Reitoria, a Coordenação de Desenvolvimento de Pessoal e Qualidade de Vida promove, na manhã desta sexta (6), uma ação exclusiva para mulheres. A atividade contará com a exibição do curta-metragem de animação “Vida Maria”, do diretor Márcio Ramos, seguida por uma roda de conversa com o tema “Escolhas”. A programação teve início às 9h45, no auditório do mezanino.

 

Texto: Cecom/Reitoria/Thomás Müller, com colaboração das Cecoms de Brusque/ Eddy Eltermann; Camboriú/Marília Massochin; Concórdia/Sandra Valerius; Luzerna/Sâmia Cardeal; São Bento do Sul/Clara Malheiros; São Francisco do Sul/Ana Paula Voss
Imagens: Cecom/Reitoria/Poliana Souza

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